Kategorie: PR83

Migração: Em busca do sabor português

Foto der Ponte Vasco da Gama, Lissabon

de Ana Carla Gomes Fedtke e Eberhard Fedtke

> Os temas emigração, voltar a minha casa e viver fora na diáspora tiveram sempre uma posição de destaque para um povo de emigração. Todas as tentativas periódicas do estado português para encontrar uma solução elástica e equilibrada, desta envergadura política e social, não deram resultados suficientes no passado. A rapsódia oficial do sol, do ambiente pacífico e social, do futebol ultra, do vinho e do fado, não chega para uma reemigração séria e eficaz. Várias razões e fundamentos estão na base, pouco épica, para um povo, onde mais de metade da população com boa razão emigra, para mais de 80 países do mundo, e só poucos voltam para viver aqui, apenas na reforma, não na vida ativa. A sociedade portuguesa perde constantemente, todos os anos, imensos números de capacidades e valores humanos, de preferência women power. A indústria e a economia do país seriam felizes se recebessem mais reemigrantes que importam, simultaneamente, experiências úteis sociais e sociopolíticas de fora. Sondagens provam que uma ótima condição, para qualquer posição elevada na economia e na administração pública, é uma educação académica em Portugal, assim como qualquer tempo de aprendizagem autêntica, num país fora de alto standard social.

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 AUF DER SUCHE NACH DEM PORTUGIESISCHEN GESCHMACK

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Não chega um conceito elaborado do estado, sem oferecer vantagens de certa monta no setor financeiro. No artigo «Programa Regressar – uma brincadeira politica?» que publicámos no PORTUGAL REPORT, nº 77, as ideias e regulamentos do estado português para bater basicamente o permanente desequilibro demográfico, no que toca à perda deste povo inteligente e eficaz, redundou numa emigração pesada e preocupante. Também nesta pandemia foi sendo demonstrada a falta de âncoras de salvação social suficientes. Não ter qualquer emprego é um fatalismo atual, um problema em crescendo, particularmente para os jovens. O Estado trabalhou com uma resolução do Conselho de Ministros de 14 de março de 2019, tendo em vista que as pessoas que tivessem saído até dezembro de 2015, ser-lhes-iam oferecidos subsídios financeiros para que se tornassem residentes num curto espaço de tempo. Ora, com um teto de 6.536 euros para uma família inteira, bem instalada, “fora”, em qualquer país, com trabalho certo e segurança social, era como que uma esmola sem qualquer estímulo e atração, voltar para Portugal. Aqui vive bem apenas uma sociedade aristocrática arcaica, que ainda não tem coragem de minimizar ou terminar com a sua estrutura política de «exclusão de partes da sociedade para a igualdade», para não oferecer nem praticar esta mesma igualdade, tolerando oportunidades satisfatórias em todas as classes sociais, com o objetivo fundamental de limpar o simples obstáculo de que não se dispõe de um sistema moderno social, justo para o povo de condição social média e baixa. Privilégio há o apenas para uma elite e para as suas famílias, em todo o sentido. Crianças e jovens, por exemplo, que não fazem parte desta pequena elite fechada, não têm oportunidades iguais de uma educação adequada e para ter uma profissão digna, ficando esta reserva intelectual concreta disponível, somente, para emigrar – um circulo vicioso. Em resumo: estes planos ambíguos para efetivar este regresso foram, por parte do Estado, estratégias políticas sempre mal pensadas, economicamente desproporcionadas e, na soma de todos aspetos sociais, totalmente irrealistas, como prova a vida cotidiana. No fim, pode apontar-se uma situação nada saudável para a renovação das estruturas futuras do país. Nas diásporas fora, as pessoas sabem: um bom projeto economicamente sustentável da vida, para depois voltar a casa é um risco fundamental, nomeadamente para uma família com muitas cabeças.

Assim, o Estado mudou, para não perder os laços com os próprios compatriotas, readaptando a sua tática. A demanda da nova e determinada filosofia, apresentada com muita aclamação no primeiro Congresso de Diáspora Portuguesa, no dia 13 de julho de 2019, no Porto, foi apenas titulada de forma poética. «Se não regressas, emigrante, vou ter contigo lá fora». Sobre esta nova inspiração política e social publicámos, também um artigo, no PORTUGAL REPORT, nº 78. Faltam fazer ainda algumas experiências, indagar, por exemplo, se esta nova sensibilização com o mundo dos emigrantes tem resultados positivos, no sentido de se chegar a um contacto, também, com a segunda e terceira geração, nascidas na diáspora. Algumas delas nunca visitaram Portugal, pelo menos uma vez, nas férias. Convenhamos, contudo, que a manter-se a atual situação higiénica no mundo inteiro, no futuro, isso seja cada vez menos possível, já para não falar naqueles casos em que as novas gerações nem sequer sabem uma palavra de português, encontrando-se, ao invés, completamente integradas na cultura do país de nascimento e com um cunho prevalecente dessa cultura estrangeira. A nova direção com o intuito de reforçar as ligações com a diáspora deve seriamente provar, se não será mais uma canção lírica. Aliás: quem paga os custos suplementares e consideráveis?

No entanto, não se deve desesperar: adicionalmente, a estratégia tripla estatal, para evitar a emigração de capital humano, de animar certos grupos de emigrantes, para não regressarem apenas no tempo da reforma, terá de passar, finalmente, por reforçar de forma básica, uma ligação geral e forte na diáspora, para se obter, de forma lenta, mas viva, o aspeto de uma eventual reemigração, existe, contudo, um aspecto importante, ainda que errado, mas lancinante: as crianças dos emigrantes, nascidas fora e, em caso favorável, com uma dupla nacionalidade, possam demonstrar a vontade de voltar, querendo dizer com isto que, emigrem do país que os viu nascer para o país dos seus próprios pais. 

No arquivo deste jornal encontra-se uma reportagem sobre esta migração, na quarta categoria, com sucesso completo em todos aspetos. Este artigo fala de dois jovens portugueses, nascidos na Alemanha, que com uma educação completa escolar e profissional alemã, tendo os pais deles emigrado para a Alemanha, não se lhes desfez o seu sonho de viver em Portugal. Estes dois jovens empresários, corajosos, celebram os primeiros dez anos de atividade comercial em Portugal. Sentados elegantemente com as suas mulheres num restaurante na praia da Comporta, exposta ao sol, e com a riqueza da comida alentejana nos pratos, sem dissonâncias, evidencia a volta num ambiente pacífico. Falam, de vez em quando, com lágrimas nos olhos, sobre estes longos dez anos de integração em Portugal; uma retrospectiva repleta de progressos e antídotos típicos desta época. São análises muito realísticas, de há dez anos atrás, a dita emigração cheia de planos e atividades, depois de um manifesto índice autobiográfico – um autorretrato de esperanças, e também de noites sem dormir, 16 horas de trabalho por dia. Um investimento sério, mas cheio de triunfos pessoais na exploração da própria fábrica de têxtil. São estes também os resultados alegres da integração simétrica de crianças da cultura portuguesa e alemã, sem esquecer as perspectivas de uma continuação eficaz desta colaboração familiar e de base solidária profissional e honesta. Em soma, é um resumo brilhante, com qualidade de conteúdos do fado, olhando para o retrato perfeito destes dois casais. O tom sério e a conversa solene incluem uma ampla comparação objetiva, sem crítica arrogante e comentários falsos, entre a vida na Alemanha e em Portugal, com as suas diferenças profundas sociais, individualidades no pensar e no agir, mas também semelhanças decisivas para planos e sonhos de emigrar. 

Esta história dos dois casais tem como título ilustre: «Em busca do sabor português».

Bento de Jesus Caraça: Aus Fehlern lernen

Foto des Sockels der Statue von Bento de Jesus Caraça

Über das Leben des Mathematik-Professors Bento de Jesus Caraça (1901–1948)    von Gunthard Lichtenberg

> VORWORT
Beim Durchsehen meiner Bilder von unserem Aufenthalt in Vila Viçosa fällt mir das Bild mit dem Spruch auf dem Sockel auf: »Wenn ich keine Angst vor Fehlern habe, dann deshalb, weil ich immer bereit bin, sie zu korrigieren.« Eine ähnliche Lebensregel haben mir meine Eltern mit auf den Weg gegeben. 

Ich werde also neugierig, und in solchen Fällen recherchiert man heutzutage im Internet. Was ich dann auch tue und innerhalb kurzer Zeit auf die Webseite https://www.epbjc-porto.net/bjc/vida.html stoße. Eine Fundgrube! Die Webseite stammt von der Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Porto; sie kann nach Abschluss der 9. Klasse besucht werden und vermittelt berufsbezogene Kenntnisse und weiteren Stoff der oberen Klassen der Höheren Schulen.

Nach dem Lesen der Vita von Professor Caraça möchte ich Ihnen diesen bemerkenswerten Mann vorstellen. Also kontaktiere ich die EPBJC in Porto und hole mir die Genehmigung, die Materialien aus dem Internet zu nutzen. An dieser Stelle gilt mein Dank der Leitung des Instituts. Wer einigermaßen im Portugiesischen firm ist, sollte die oben angegebene Webseite studieren. Alle anderen finden hier meinen Versuch einer Übersetzung der Vita dieses Gelehrten.

VITA VON BENTO DE JESUS CARAÇA
Bento de Jesus Caraça wird am 18. April 1901 in Vila Viçosa geboren. Mit nicht einmal zwei Monaten zieht er mit seinen Eltern, ihres Zeichens LandarbeiterInnen, in ein Dorf bei Redondo (zwischen Vila Viçosa und Évora), wo sein Vater Arbeit als Aufseher im Landgut Herdade da Casa Branca findet.

In Redondo verbringt er seine Kindheit. Schon früh ist er besonders gelehrig, wodurch er die Aufmerksamkeit der Eigentümerin des Landguts, Dona Jerónima,  auf sich zieht. Selbst kinderlos und von diesem Kind fasziniert, schlägt sie vor, die Kosten seiner Erziehung zu übernehmen, dem die Eltern, João Caraça und Domingas Espadinha, gerne zustimmen.

Die Grundschule besucht Bento de Jesus Caraça in Vila Viçosa, die Sekundarschule im Liceu Sá da Bandeira in Santarém. Im Alter von 13 Jahren kommt er nach Lissabon, um im angesehenen Liceu Pedro Nunes weiter zu lernen, wo er seine Zeit 1918 mit Auszeichnung abschließt.

Im gleichen Jahr immatrikuliert er sich im Instituto Superior do Comércio (Höhere Anstalt des Wirtschaftswissenschaften), dem heutigen Instituto Superior de Economia e Gestão (Höhere Anstalt für Wirtschaftswissenschaften und Management). Sein akademischer Werdegang beginnt aufzufallen. Bereits ein Jahr später wird er zweiter Assistent von Professor Mira Fernandes (1884−1958; Professur von 1911 bis 1954). 1924 wird er 1. Assistent und 1927 Außerordentlicher Professor.

Foto der von Statue Bento de Jesus Caraça in Vila Viçosa, Portugal

Statue in Gedenken an Bento de Jesus Caraça in Vila Viçosa, Portugal · Foto: © Gunthard Lichtenberg

1929 wird er schließlich Ordentlicher Professor und erhält den Lehrstuhl für «Matemáticas Superiores» (Höhere Mathematik): Höhere Algebra, Grundlagen der Infinitesimal-Algebra und der Analytischen Geometrie.

Bento de Jesus Caraça hat großen Erfolg als Professor. Rigoros und fordernd gewinnt er Studenten von anderen Instituten, die zu seinen Vorlesungen kommen und für deren Menge die vorhandenen Hörsäle bald zu klein werden.

Die Lehre der Mathematik gewinnt unter ihm an Bedeutung und nähert sich mehr dem Konkreten und Alltäglichen.

Seine Arbeit beschränkt sich nicht auf die Lehre. Er ist Mitglied des Núcleo de Matemática, Física e Química (1936−1939), gründet das Centro de Estudos de Matemática Aplicadas à Economia (Zentrum für Angewandte Wirtschaftsmathematik), und die Gazeta da Matemática (Zeitschrift für Mathematik, erscheint seit 1940 zweimal jährlich). Außerdem wird er Vorsitzender der «Sociedade Portuguesa de Matemática/SPM» (Portugiesische Mathematik-Gesellschaft, gegründet 1940, von der damaligen Regierung Salazar/Caetano nicht anerkannt, offiziell eingetragen erst am 10. Oktober 1977). 

Foto von Bento de Jesus Caraça

Bento de Jesus Caraça · Foto: © Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Porto

Internationale Anerkennung findet er als Delegierter der SPM zu den Kongressen der «Associação Luso-Espanhola para o Progresso das Ciências» (Spanisch-Portugiesischer Verband zum Fortschritt der Naturwissenschaften) in den Jahren 1942, 1944 und 1946. 

Kultur ist eine der großen Leidenschaften von Bento de Jesus Caraça, die Kultur, die sich alle zu eigen machen sollten, um Freiheit zu erringen. In der Universidade Popular (Volkshochschule), der er auch angehört, referiert er auf der berühmten Konferenz A Cultura Integral do Indivíduo − Problema Central do nosso Tempo (Integrale Kultur des Einzelnen − Zentrales Problem unserer Zeit, 1939) zu deren Thema. Der gleichen Zielsetzung dient seine Mitarbeit an Zeitschriften wie Seara Nova, Técnica, Vértice und anderen Veröffentlichungen wie O Diabo, Liberdade oder das Jornal Globo, das von ihm gegründet aber bedauerlicherweise von der Zensur verboten wird.

Ausgehend von seiner Sicht auf die Kultur als ein Erwachen der Seelen, gründet er die Biblioteca Cosmos  (1), die Hunderte von Büchern zu Wissenschaftsthemen herausgab mit dem Ziel der Weitergabe wissenschaftliches Erkenntnisse. Auch arbeitet er aktiv an der Wieder-belebung der Volkshochschule, die durch die ständige Beobachtung der Zensur geschwächt ist, und wird Vorsitzender des Verwaltungsrats dieser Einrichtung (2).

Foto von Bento de Jesus Caraça

Bento de Jesus Caraça · Foto: © Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Porto

Als Verteidiger der Freiheit, die zu -seiner Zeit in Portugal nicht existiert, interessiert er sich auch für die Frauenfrage und fördert die Teilhabe von Frauen in der Gesellschaft. Als sich im Jahr 1943 13 junge Frauen im ISCEF, dem Instituto Superior de Económicas e Financeiras (Hochschul-Institut für Wirtschaft und Finanzen) einschreiben, unterstützt er, nachdem die Koedukation vom Regime verboten wird, den Kultur-Nukleus, der von diesen jungen Frauen gegründet worden war. Er ist bei allen Vorträgen anwesend und verließ diese nicht, ohne vorher mit den Rednerinnen seine Eindrücke ausgetauscht zu haben. Im Bewusstsein der Welt, die ihn umgibt, -engagiert er sich mit anderen portugiesischen Intellektuellen im Kampf für Freiheit und Frieden. In Zeiten der Entbehrungen, internen Krisen und latenter Unzufriedenheit unterstützt er verschiedene Geheim-Organisationen.

Seine Rolle als politischer Vorkämpfer wird sichtbar durch seine Teilnahme an der Gründung des Movimento de Unidade Democrática (MUD), der Bewegung der Demokratischen Einheit, nach Ende des II. Weltkriegs im Oktober 1945. Die Bewegung hat zum Ziel, die opositionellen Kräfte gegen das Regime von Salazar zu bündeln, um sie auf die Wahlen vorzubereiten und das breite Pu-blikum zu einer Debatte über die Fragen der Wahlbedingungen zu ermutigen. Die Bewegung hat einen großen Zulauf, vor allem seitens liberal eingestellter Politiker und Berufstätiger, so dass das Regime sie nach kurzer Zeit als Bedrohung empfindet und dafür sorgt, dass sie, unter dem Vorwand der Nähe zur Kommunistischen Partei Portugals, als ungesetzlich eingestuft und damit verboten wird. In der Folge werden viele Mitglieder verfolgt und verhaftet, so auch Bento de Jesus Caraça.

Bento reist gerne innerhalb und außerhalb der Landesgrenzen und fühlt sich in der freien Natur verbunden – sowohl alleine oder mit Freunden.

Obwohl er früh nach Lissabon geht unterstützt er stets seine Eltern und kauft ihnen ein Haus, nachdem sie am Ende vieler Jahre aufgehört haben, für die Herdade da Casa Branca zu arbeiten. Auch seinen Neffen João unterstützt er und sorgt dafür, dass er nach Lissabon kommt, um der ansonsten sicheren Zukunft als Landarbeiter zu entgehen.

Im Dezember 1926 heiratet er Maria Octávia, Tochter des Mathematikprofessors des Liceu Pedro Nunes, Adolfo Sena. Seine Frau stirbt allerdings schon neun Monate nach der Hochzeit.

Sechzehn Jahre später heiratet er erneut, dieses Mal eine seiner Studentinnen, Cândida. Aus dieser Ehe geht sein einziger Sohn, João Caraça, hervor.

Um diese Zeit wird Bento de Jesus Caraça für das so intolerante und Neuerungen abgeneigte Salazar-Regime zunehmend unbequem. Man initiiert gegen ihn ein Disziplinarverfahren, das mit seiner Entfernung aus dem Lehramt für immer endet und unendliche finanzielle Schwierigkeiten für seine Familie zur Folge hat. Er gibt zu Hause Nachhilfeunterricht und hört nicht auf, weiter zu studieren und zu schreiben. Seine Gesundheit leidet mehr und mehr, und die  Krisen mit seinem Herzen treten mit zunehmender Häufigkeit auf.

Er stirbt am 25. Juni 1948. Zwei Tage später ist eine beeindruckende, schweigsame Menge auf seiner Trauerfeier. Die  Zeiten erforderen dieses Schweigen, denn in die trauernde Menge haben sich die gefürchteten Agenten der politischen Polizei gemischt. Bento de Jesus Caraça ist immer ein unbequemer Name für das Salazar-Regime gewesen und ist es augenscheinlich auch weiterhin. 

Seinen bemerkenswerten Satz auf dem Sockel der Skulptur in Vila Viçosa würde ich gerne öfter angewandt sehen:

»Wenn ich keine Angst vor Fehlern habe, dann deshalb, weil ich immer bereit bin, sie zu korrigieren.«

(1) Die Biblioteca Cosmos wird 1941 unter der Leitung von Bento de Jesus Caraça gegründet. Bis zu seinem Tod im Jahr 1948 werden 114 Aufsätze und 145 Bände mit einer Gesamtauflage von fast 800.000 Exemplaren veröffentlicht. Das Project Cosmos entsteht zur Vermittlung von
Bildung und Kultur für die Massen und wird viele Jahre weiterverfolgt. Bento de Jesus Caraça nahm sich vor, der größtmöglichen Anzahl von Mitmenschen den höchstmöglichen Grad an Allgemeinwissen zu vermitteln und allen eine generelle Sicht der materiellen und sozialen Welt, des Lebens und seiner Probleme zugänglich zu machen.
(2) An dieser Stelle möchte ich darauf hinweisen, dass die Analphabetenrate im Bezirk Évora 1940 immerhin noch bei durchschnittlich 58 % liegt: Männer 54 %, Frauen 65 %

QUELLE: Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Porto · Jahrgang 11 des Technischen Kurses für Management und Programmierung von IT-Sytemen, 2008. Für die Verwendung des Quellmaterials hat der Autor die Erlaubnis von der Leitung der -Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Porto erhalten. Herzlichen Dank! 
WEBSITE: http://www.epbjc-porto.net/bjc/vida.html
AUTORINNEN: João Tiago Fontes, Pedro Miguel Celeste, Ricardo Jorge Ferreira

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Digitale Meetings der DPG: Mit der Zeit gehen!

Lissabon, Largo do Carmo: In Gedenken an die Nelkenrevolution 1974

Die digitalen Encontros der DPG    von Michael W. Wirges

> Wieder konnten wir aufgrund der Corona-COVID-19 Pandemie unsere Treffen nur digital veranstalten. Das Positive möge nur daran zu erkennen sein, dass Mitglieder sich sehen und miteinander kommunizieren können, die sich aufgrund der Entfernung oder anderer Umstände sonst kaum oder gar nicht sehen würden!

So konnten wir − motiviert und organisiert durch das DPG-Team Berlin – zunächst ein Treffen am 25. März 2021, kurz vor Ostern, durchführen. Erstaunlicherweise waren 29 Mitglieder online präsent, wovon die meisten auf dem Bildschirm zu sehen und zu hören waren und nur wenige sich telefonisch zugeschaltet hatten. Durch das vom DPG-Team Berlin organisierte Abendprogramm führte Martina Sophie Pankow. Die Veranstaltung dauerte mehr als zwei Stunden.

Nach der Einleitung von Gabi Baumgarten-Heinke und der offiziellen Begrüßung durch den Präsidenten stellten sich die Teilnehmer einzeln vor.

Paula Galaz Goyke erzählte ein Ostermärchen aus Portugal, auch über Fular-­Gebäck und die in Schokolade oder ­Zuckerguss eingehüllten Mandeln. 

Josef Wolters referierte über Ostern als höchstes katholisches Fest, Gabi Baumgarten-Heinke erläuterte den Begriff ­Ostern und wo er herkommt. Martina ­Sophie Pankow sprach über das jüdische Pendant Pessach, wie und was da ge­feiert wird. Danach erzählten Teil­nehmerInnen, wie sie Ostern feiern und welche Traditionen zu diesem Fest beibehalten werden.

Ralf Splinter und seine Frau, die im Spreewald zu Hause sind, berichteten über spezielle weltliche Traditionen aus der katholischen Oberlausitz und der evangelischen Niederlausitz, wie Osterritt, Osterfeuer, Osterwasser, Eierfärben − alles würde bereits seit dem Mittelalter praktiziert.

Dann war wohl noch eine Frage offen: Woher kommt der Osterhase? Das erklärte uns Martina Sophie Pankow, und so wissen wir jetzt, dass er aus den Symbolen des Frühlings, des Mondes und der Fruchtbarkeit aus uralten heidnischen Zeiten abgeleitet wird. Seltsamerweise ist der Osterhase in Portugal gar nicht bekannt!

Nach weiteren Plaudereien mit den TeilnehmerInnen und persönlichem Austausch, Fragen und Vorschlägen für weitere digitale Treffen beendete der Präsident den Abend mit den Wünschen an alle für ein gesundes, friedliches und frohes Osterfest.

Der Erfolg von den ersten beiden bundes- und portugalweiten digitalen DPG-­Treffen (Encontros) motivierte das DPG-Team Berlin, weitere digitale Treffen zu veranstalten, zumindest solange, wie es die Corona-Krise nicht anders zulässt.

So organisierten wir am 22. April 2021 − wenige Tage vor dem Anlass, dem 47. Jahrestag der Nelkenrevolution in Portugal (25.4.1974) − ein weiteres internationales, digitales Treffen mit TeilnehmerInnen aus Deutschland und Portugal.

Nach der Begrüßung durch den DPG-Präsidenten und einem Überblick zum Thema des Abends begrüßte Gabi Baumgarten-Heinke die teilnehmenden Mitglieder und stellte sie kurz vor. Zu der Veranstaltung hatten sich zwar 31 Mitglieder angemeldet, einige wenige fehlten dann leider doch, wohl aus technischen Gründen. Die Moderation zu diesem Abend übernahm wieder Martina Sophie Pankow.

Ich berichtete als Zeitzeuge dieser historischen Nacht des 24. Auf den 25. April 1974, da ich zu diesem Zeitpunkt als Praktikant Nachtdienst an der Rezeption des Lisboa Sheraton Hotels hatte, wie ich diese Nacht, diesen Tag und die folgende Zeit dort erlebt habe. Fragen der Mitglieder wurden beantwortet.

Martina Sophie Pankow ließ den Song Grândola, Vila Morena vom Band erklingen, mit Begleittext zum Mitsingen, was von den Mitgliedern gerne in Anspruch genommen wurde. Dieser Song von José «Zeca» Afonso war in der Nacht zum 25.4.1974 das Startsignal im Radio für den Beginn der Nelkenrevolution in Portugal.

DPG-Mitglied Vasco Esteves, ein in Berlin lebender Theaterschauspieler, erzählte, wie er in den 1960 Jahren vor dem Faschismus in Portugal illegal nach Deutschland geflüchtet war, und wie er die Nelkenrevolution von seiner neuen Heimat hier erlebt hat.

Weitere TeilnehmerInnen berichteten über ihre Eindrücke und Erfahrungen.Der Präsident bedankte sich bei den ­OrganisatorInnen des Abends, dem DPG-Team Berlin, für die Beiträge, und schloss diese digitale Veranstaltung mit guten Wünschen an alle.

Zeiten im Wandel, Gesellschaft im Wandel! Hoffen wir, dass wir diese schwierige Zeit gut und schnell überstehen, und uns recht bald wieder in Präsenz treffen können!

Mal wieder reisen? Buchtipps für Portugal-Freunde

Foto von der Küste des Algarve nahe Lagos

Buchtipps für Portugal-Freunde    von Heinz R. Brecher

> Es gibt sicher manche Freunde Portugals, die einen Reiseführer von Portugal oder von bestimmten Regionen oder Städten dieses Landes kaufen wollen, aber bei dem umfangreichen Angebot dieser Bücher in deutscher Sprache unsicher sind, für welchen Reiseführer sie sich entscheiden sollen. 

Die Anschaffung eines Reiseführers in Buchform richtet sich natürlich in erster Linie nach den persönlichen Interessen und Wünschen des einzelnen Käufers. Hierbei können Art und Umfang der gewünschten Information sowie Gliederung und Übersichtlichkeit eine Rolle spielen. Es kann ausschlaggebend sein, ob die Beschreibungen für den Käufer anschaulich und präzise genug sind und ob zahlreiche gute Fotos in Farbe sowie eine Landkarte, Stadt- oder Lagepläne enthalten sind. Daneben können auch Größe und Gewicht des Buchs (ob handliches Taschenbuch oder dicker Wälzer) und nicht zuletzt die Höhe des Kaufpreises für die Kaufentscheidung wichtig sein.

Der Verfasser dieses Artikels, der kein Buchhändler und kein Interessenvertreter eines Verlags oder einer sonstigen Verkaufsorganisation ist, will mit seinen Tipps nur eine kleine Hilfe leisten für einen etwa geplanten Erwerb eines Portugal-Reiseführers. Er hat die folgende Auswahl von Reiseführern, die nur ein geringer Teil des riesengroßen Angebots von Portugal-Reiseführern ist, als privater Buch- und Portugal-Freund zusammengestellt anhand von Reiseführern, die er besitzt, und aufgrund seiner Recherchen im Internet. Er hat nicht die Absicht, mit den genannten Reiseführern für einen Autor, einen Verlag oder eine sonstige Organisation in irgendeiner Weise Werbung zu machen. Deshalb verzichtet er auch auf jede Kommentierung zu den Büchern. 

Außerdem empfiehlt der Verfasser den Lesern, die einen Buchtipp aufgreifen, vor dem Erwerb des Buchs eigene Informationen im Internet einzuholen (auch zu der Frage, ob Versandkosten hinzukommen und wann sie entfallen). Soweit im Folgenden ein reduzierter Kaufpreis angegeben ist, unterliegt das Buch keiner Preisbindung mehr. Soweit ein solches Buch zu einer Restauflage gehört, können die noch vorhandenen Exemplare innerhalb kurzer Zeit vergriffen sein. Der Inhalt eines Reiseführers, der einige Jahre älter ist als eine jüngere Auflage, gilt größtenteils unverändert weiter. Jokers ist im Internet unter www.jokers.de zu erreichen. 

  • REISEFÜHRER PORTUGAL von Gisela und Werner Tobias (DPG-Mitglied), als Neuauflage im Juni 2021 erschienen im Vista Point Verlag, Potsdam. 296 Seiten; Format: 21 × 15 × 2,2 cm; Gewicht: ca. 600 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 22,95 €
  • REISEFÜHRER PORTUGAL von Gisela und Werner Tobias (DPG-Mitglied), als Neuauflage im Februar 2016 erschienen im Vista Point Verlag, Potsdam. 264 Seiten, Format: 21,2 × 15 × 2 cm, ­Gewicht: 572 g. Reduzierter Kaufpreis bei Jokers: 4,99 €
  • Go Vista Info Guide REISEFÜHRER PORTUGAL von Werner Tobias (DPG- Mitglied), als 2., überarbeitete Auflage im April 2018 erschienen im Vista Point Verlag, Potsdam, 96 Seiten, Format: 21,6 × 10,6 × 1 cm, Gewicht: zirka 175 g. Reduzierter Kaufpreis bei Jokers: 4,99 €
  • REISEFÜHRER PORTUGAL von Michael Müller, als 23., überarbeiteter Auflage im Mai 2021 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen. 792 Seiten, Format: 19,3 × 12 × 3,2 cm, Gewicht: 784 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 26,90 €
  • REISEFÜHRER NORDPORTUGAL von Michael Müller, als Neuausgabe im Februar 2020 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen. 300 Seiten, Format: 19 × 12,1 × 2,2 cm, Gewicht: 437 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 18,90 €
  • MM-CITY-REISEFÜHRER PORTO von Michael Müller, als 1. Auflage (Neu- ausgabe) im April 2021 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen, 168 Seiten, Format: 19 × 12 × 1,1 cm, Gewicht: 280 g, Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 12,90 €
  • REISEFÜHRER ALGARVE von Michael Müller, als 10., überarbeiteter Auflage im Februar 2019 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen. 264 Seiten, Format: 19 × 12,1 × 1,7 cm, Gewicht: 398 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 16,90 €
  • REISEFÜHRER LISSABON UND COSTA DE LISBOA von Johannes Beck, als 8. Auflage im April 2018 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen. 512 Seiten, Format: 19 × 12,1 × 3 cm, Gewicht: 590g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 22,90 €
  • MM-City-REISEFÜHRER LISSABON von Johannes Beck, als 11. Auflage im Januar 2021 erschienen im Michael Müller Verlag, Erlangen. 300 Seiten, Format: 19 × 12,1 × 2,5 cm, Gewicht: 462 g, Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 17,90 €
  • REISEFÜHRER LISSABON von Ruth Tobias (DPG-Mitglied), als 7. Auflage im März 2020 erschienen im Vista Point Verlag, Potsdam, 96 Seiten, Format: 21,1 × 10,6 × 1,5 cm, Gewicht: 197 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 4,99 €
  • DuMont direkt REISEFÜHRER LISSABON von Gerd Hammer, als 2. Auflage im Oktober 2018 erschienen im DuMont Reiseverlag, Ostfildern, 120 Seiten, Format: 19 × 10,6 × 1,7 cm, Gewicht: 191 g. Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 11,99 €
  • DuMont REISE-TASCHENBUCH LISSABON von Jürgen Strohmaier, als 1. Auflage im April 2019 erschienen im DuMont Reiseverlag, Ostfildern, 304 Seiten, Format: 18,6 × 11,9 × 2,5 cm, Gewicht: 391 g. Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 18,90 € 
  • Merian live! REISEFÜHRER LISSABON von Harald Klöcker, als 5. Auflage im September 2017 erschienen bei Merian / Holiday im Gräfe und Unzer Verlag, München. 128 Seiten, Format: 19 × 11,1 × 1,7 cm, Gewicht: 224 g. Kaufpreis laut. Angabe im Internet: 11,99 €
  • Top 10 REISEFÜHRER LISSABON von Tomas Tranaeus, als 2., aktua­lisierte Neuauflage im September 2020 erschienen im DK (Dorling Kindersley) Verlag, 128 Seiten, Format: 19 × 10,4 × 1,5 cm, Gewicht: 220 g. Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 11,99 €
  • Top 10 REISEFÜHRER LISSABON von Tomas Tranaeus, als aktualisierte Neuauflage im September 2017 erschienen im DK (Dorling Kindersley) Verlag, 128 Seiten, Format: 19 × 10,1 × 1,5 cm, Gewicht: 220 g. Reduzierter Kaufpreis bei Jokers: 4,99 €
  • ADAC REISEFÜHRER PLUS: PORTUGAL von Daniela Schetar und Friedrich Köthe, als neue Auflage im Dezember 2019 erschienen in der Reihe ADAC Reiseführer plus. 192 Seiten, Format: 21,2 × 12,7 × 2,3 cm, Gewicht: 366g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 14,99 €
  • ADAC REISEFÜHRER PLUS: PORTUGAL von Daniela Schetar und Friedrich Köthe, im Januar 2019 erschienen in der Reihe ADAC Reiseführer plus. 192 Seiten, Format: 22,1 × 13,2 × 1,5 cm, Reduzierter Kaufpreis bei Jokers: 4,99 €
  • ADAC REISEFÜHRER PORTUGAL von Friedrich Köthe und Daniela Schetar, als 1. Auflage im Januar 2021 erschienen in der Reihe ADAC Reiseführer. 144 Seiten, Format: 20,5 × 11,8 × 1,5 cm, Gewicht: 250 g. Kaufpreis laut Angabe im Internet: 9,99 € 
  • ADAC REISEFÜHRER LISSABON von Renate Nöldeke, als 1. Auflage im März 2020 erschienen in der Reihe ADAC Reiseführer. 144 Seiten, Format: 20,2 × 12,4 × 1,5 cm, Gewicht: 244 g. Kaufpreis laut.Angabe im Internet: 9,99 €

ZUM SCHLUSS noch ein Hinweis auf einen preisgünstigen Bildband: HIGHLIGHTS PORTUGAL von Norbert Kustos, Dörte Saße und Andrea Lammert, als 2., überarbeitete Neuauflage im Jahre 2018 erschienen in der Reihe »Die 50 Ziele, die Sie gesehen haben sollten« im Bruckmann Verlag, München. 164 Seiten, Format: 27,8 × 23,2 × 1,8 cm, Gewicht: 996g. Reduzierter Kaufpreis bei Jokers: 7,99 €

Landkarte von Portugal (Grafik)

Landkarte von Portugal · © Illustration: Andreas Lahn

Zur Geschichte der Associação Portugal−RDA

Foto von drei Mitgliedern der Associação Portugal–RDA

Teil 2: Por morrer uma andorinha não acaba a primaveira* (1976–1990)  •  von Dr. Rainer Bettermann

> PROLOG 
Am Abend des 4. Dezember 1976 beging die Associação Portugal—RDA in Lissabon festlich den zweiten Jahrestag ihrer Gründung. Bei dieser Gelegenheit stellte sich auch der Lektor aus der DDR vor und kündigte den Beginn der Deutschkurse für den 3. Januar an. Kurz darauf flog er zurück in die DDR, um die letzten Vorbereitungen zu treffen. Die Ankunft der Lektoren-Familie war für den 28. Dezember avisiert, aber am Flughafen von Lissabon wartete man vergebens. In der Botschaft der DDR, der Casa Azul, kam schon die Vermutung auf, dass sich die Familie in die Schweiz abgesetzt haben könnte. Doch nach zwei Tagen kamen die Verschollenen glücklich in Lissabon an. Winterstürme über den Schweizer Alpen hatten die Flugreise unterbrochen.

SPRACH- UND KULTURARBEIT
Am 3. Januar 1977 begannen pünktlich die Deutschkurse an der Associação Portugal—RDA mit zunächst 70 TeilnehmerInnen. Durch die Verpflichtung einheimischer Lehrkräfte konnten die Kurse nach und nach erweitert und auf weitere Orte ausgedehnt werden. Auch die durch einen Bombenanschlag -verwüstete Bibliothek wurde wieder hergerichtet. Über die Liga für Völkerfreundschaft der DDR wurde das Lehr- und Lernmaterial für die Sprachkurse geliefert und ein modernes Sprachlabor am Sitz der Associação installiert.

Schließlich besuchten jährlich über 200 Teilnehmende die Deutschkurse der Associação. Zu den Sprachkursen in Lissabon kamen in den 1980er Jahren noch Sprachintensivkurse, ein Übersetzungskurs sowie Fortbildungen für Deutschlehrende hinzu. Das Bildungsministerium Portugals empfahl sogar den Deutschlehrenden der Sekundarstufe, entweder einen Kurs des Goethe- Instituts oder der Associação Portugal—RDA zu belegen. Zu den nachhaltigen Leistungen der Associação Portugal—RDA gehört die Theaterarbeit, vor -allem die Förderung des Brecht-Theaters in Portugal. Im Umfeld der Associação Portugal—RDA entstanden literarische Publikationen, z.B. eine Anthologie Poesia da RDA von Álvaro Pina und Rainer Bettermann und die von Fernando Silvestre besorgte Übersetzung des Romans Nackt unter Wölfen (Nu entre Lobos) von Bruno Apitz. Letztlich ist auch die erste deutsche Übersetzung eines Romans von José Saramago (Levantado do Chão/Hoffnung im Alentejo) durch Rainer und Rosemarie Bettermann einer Initiative aus dem Kreis der Associação zu verdanken. 

Auch die Vermittlung von Studienplätzen und von Stipendien zur Teilnahme an den Internationalen Sommerkursen für Germanistik an Universitäten der DDR gehörte zu den Aktivitäten der Associação mit nachhaltiger Wirkung.

HÖHEPUNKTE
Das Ministerium für Auswärtige Angelegenheiten der DDR ging davon aus, dass über die Associação Portugal—RDA außenpolitische Ziele verfolgt werden könnten, die sich auf staatlicher Ebene nicht umsetzen ließen (Schreiben des MfAA, Stadtarchiv Jena, G7). In diesem Sinne zielten die Semanas da RDA nicht nur auf politisch nahe stehende Kreise, sondern auf ein breites Publikum. Im März 1976 fand die erste Semana da RDA in Lissabon und in weiteren 20 Orten Portugals mit insgesamt etwa 80.000 BesucherInnen statt. Aus der DDR war eine Delegation von auserwählten ReferentInnen, WissenschaftlerInnen, MusikerInnen, SportlerInnen sowie eine Theatergruppe aus Leipzig nach Portugal entsandt worden. In der Fundação Gulbenkian präsentierte das Hygiene-Museum Dresden eine spektakuläre Ausstellung mit der Gläsernen Frau. Ein Brecht-Seminar und eine internationale Konferenz zur polytechnischen Bildung in der DDR rundeten die erste Woche der DDR ab. 

Zentraler Ort der im April 1977 stattfindenden 2. Semana da RDA war Coimbra. Das Theater der Jungen Garde aus Halle/Saale hatte im Rahmen einer Gastspielreise auch einen Auftritt in Avis, Standort der Cooperativa Primeiro de Maio. Mit dieser von einer Gruppe der Associação begleiteten kulturellen Aktion wurde zugleich die Sympathie mit der umkämpften Reforma Agrária bekundet (2).

1979 war das beste Jahr der Associação Portugal—RDA, wie Alexandre Babo rückblickend feststellte. Die Anzahl der Mitglieder betrug bereits 6000, und ein Netz von 27 Ortsgruppen erstreckte sich über das ganze Land. Die vierteljährlich für die Mitglieder erscheinende Zeitschrift Novos Caminhos erreichte eine Auflage bis zu 7500 Exemplaren. Mit erheblichem Aufwand seitens der DDR und einem Kraftakt der Associação Portugal—RDA wurde der 30. Jahrestag der DDR zwischen dem 30. März und dem 11. April 1979 in Lissabon, Almada, Alhandra, Arganil, Barreiro, Cova da Piedade, Coimbra, Elvas, Estremoz, Évora, Mafra, Marinha Grande, Montijo, Moita, Santarém, Setúbal und Torres Novas begangen. Die Associação gewann 40 bekannte Personen des öffentlichen Lebens für die Teilnahme an einer Ehrenkommission, u.a. die Musiker Carlos Paredes und Carlos do Carmo, die Schriftsteller José Saramago, Joaquim Namorado und José Gomes Ferreira, die Schauspielerin Irene Cruz sowie General Francisco da Costa Gomes, Präsident der Portugiesischen Republik von September 1974 bis Juni 1976. Im repräsentativen Pavilhão dos Desportos, heute Pavilhão Carlos Lopes, fand vor 4500 BesucherInnen die Eröffnungsveranstaltung statt. In den repräsentativen Räumlichkeiten der Sociedade Nacional de Belas Artes in Lissabon wurde die Ausstellung RDA − 30 anos de desenvolvimento cultural, social e científico gezeigt. Ausstellung, Konferenzen, Debatten, Filmvorführungen, Konzerte, Lesungen und Canto Livre -zogen Zehntausende von Besuchern an. 

Ein neues Format der Öffentlichkeitsarbeit wurde mit dem Encontro dos Amigos da RDA zur Pflege bestehender Kontakte und ihrer Ausweitung auf breitere Kreise der portugiesischen Gesellschaft sowie einflussreiche Personen des öffentlichen Lebens geschaffen. An zwei Oktobertagen des Jahres 1980 kamen im Teatro Santana von Lissabon 500 Teilnehmende zum ersten Encontro dos Amigos da RDA zu informativen Veranstaltungen über die Arbeitswelt, das Gesundheitswesen, das Bildungswesen, den Sport und die Kommunalpolitik in der DDR zusammen. «Um amigo da RDA é, certamente, um amigo da paz e, consequentemente, um amigo da cultura», hieß es in einem Redebeitrag von José Saramago. Nachfolgende Encontros dos Amigos da RDA fanden 1983 und 1987 in Lissabon unter Einbeziehung weiterer Orte statt. Das fünftägige Treffen im März 1987 stand unter dem Motto Amizade Portugal—RDA, um factor para o entendimento, a colaboração e da paz. Als Leiter der zentralen Veranstaltung im Forum Picoas von Lissabon wurde der inzwischen zum Marschall ernannte Francisco da Costa Gomes gewonnen, nunmehr Mitglied des Präsidiums im Weltfriedensrat sowie des Conselho Português para a Paz e Cooperação. Das Komitee DDR—Portugal orientierte zunehmend auf Kontakte zu altas personalidades der portugiesischen Gesellschaft. In dieses Konzept kann man auch eine noch im Juni 1989 durchgeführte Woche des Dialogs und der Begegnung Portugal—RDA einordnen. Höhepunkt dieser Woche war eine Festveranstaltung zum 15. Jahrestag des Bestehens der Associação Portugal—RDA im Forum Picoas von Lissabon, an der auch eine Delegation des Komitees DDR—Portugal und der Stadt Jena teilnahm.

STÄDTEPARTNERSCHAFTEN
Ein Punkt der Arbeitsvereinbarung zwischen dem Komitee DDR—Portugal und der Associação Portugal—RDA für 1977 war den seit 1976 bestehenden Partnerschaften zwischen Coimbra und Halle sowie zwischen Setúbal und Magdeburg gewidmet. Die nach dem II. Welt-krieg entstandene Idee von Städtepartnerschaften im Sinne europäischer Friedenspolitik fand in der DDR–Außenpolitik gegenüber Ländern des kapitalistischen Auslands zunehmendes Interesse. In diesem Kontext wurde die Associação Portugal—RDA als Initia-tor von Partnerschaften zwischen Städten Portugals und der DDR angesehen, wie aus einem ministeriellen Schreiben an den Rat der Stadt Jena vom 14. Juni 1984 ersichtlich wird (Stadtarchiv Jena, G7).

Im Rahmen der Semana da RDA im April 1977 präsentierte sich die Partnerstadt Halle im Rathaus von Coimbra. 1981 wurde die Semana da RDA gemeinsam von der Associação Portugal—RDA und den Stadtverwaltungen von Setúbal und Magdeburg organisiert. Im Festsaal des Rathauses von Coimbra wurde die Ausstellung Magdeburg, eine Stadt der DDR, grüßt die Partnerstadt Setúbal gezeigt. Eingeleitet von einer Initiative der Associação kam es 1986 auch zur Unterzeichnung eines Vertrages zwischen den Universitäten von Coimbra und Halle-Wittenberg. Die Ortsgruppe Porto der Associação Portugal—RDA und Alexandre Babo setzten sich intensiv für eine von der DDR – Führung gewünschte Partnerschaft zwischen Porto und Jena ein. Im November 1984 reiste eine Delegation der Stadt Porto nach Jena, und es kam im Rahmen des von der portugiesischen Delegation detailliert beschriebenen Besuchs zur Unterzeichnung des Vertrages über Zusammenarbeit und Freundschaft zwischen beiden Städten (Arquivo do Porto, PT/ADPRT/ASS/AMPTRDA-NP/0050). 1987 wurde die Partnerschaft durch eine Vereinbarung zwischen den Universitäten von Porto und Jena ergänzt. Noch im Juni 1989 wurde in der Casa do Infante von Porto eine Ausstellung Partnerstadt Jena − eine Begegnung mit der Deutschen Demokratischen Republik gezeigt. Die Partnerschaft zwischen Porto und Jena wurde 1991 erneuert.

MUDANÇAS
Es war der Traum von einer «sociedade justa, sem classes sociais, sem exploração do homem pelo homem, com igualdade de direitos e oportunidades, e solidário com os restantes povos» (Ana Paula, 2019), der nach dem Sturz des Caetano-Regimes zur Gründung der Associação Portugal—RDA geführt hatte. Gemeinsam mit dem Komitee DDR—Portugal hatte die Associação einige Jahre mit beträchtlichem Erfolg ein positives Bild vom realen Sozialismus verbreiten können, das den Träumen von einem sozialistischen Portugal entgegenkam. Zwei Jahre nach der Revolution vom 25. April 1974 zeichnete sich aber deutlich ab, dass Portugal auf dem Weg zu einer parlamentarischen Demokratie nach westlichem Muster war. In der DDR setzte seit Beginn der 1980er Jahre eine krisenhafte Entwicklung ein, in deren Folge die Kluft zwischen dem idealisierenden Selbstbild und der Realität immer tiefer wurde. Angesichts der sich ändernden Rahmenbedingungen wurde es für die Associação immer schwieriger, ihr inzwischen beträchtlich ausgedehntes Tätigkeitsfeld zu behaupten: Die Verwaltung der Sprachkurse, die Organisation von Tourismus- und Delegationsreisen in die DDR, die Betreuung von Delegationen aus der DDR, die Organisation von Veranstaltungen und Großereignissen, die Verwaltung der inzwischen circa 8000 Mitglieder und über 30 Ortsgruppen und nicht zuletzt die Herausgabe der Novos Caminhos führten zu organisatorischen Schwierigkeiten und finanziellen Engpässen. Alexandre Babo nahm Ende Mai 1989 an einer Krisensitzung der Leitung der Ortsgruppe von Porto teil. Diese beklagte sich über ein merkliches Desinteresse der DDR am Geschick der Associação Portugal—RDA und an der desaströsen finanziellen Lage der Ortsgruppe. Man fühle sich «marginalizados, ofendidos e desautorizados» (Arquivo do Porto, PT/ADPRT/ASS/AMPTRDA-NP/0056). Die von Ale-xandre Babo vorgebrachten Argumente und Lösungsvorschläge vermochten nicht zu überzeugen. Die Ortsgruppe sah alle bisherige politische und kulturelle Motivation ihrer Tätigkeit als nicht mehr gegeben an und bereitete die Auflösung der Ortsgruppe zum 31.12.1989 vor. 

In einem Schreiben an das Komitee DDR—Portugal vom 14. Dezember 1989 schilderte Alexandre Babo die verzweifelte Situation der Associação Portugal—RDA, die sich mit den Sprachkursen nur noch bis Juni 1990 halten könne und dann auflösen müsse. Doch die Liga für Völkerfreundschaft der DDR war zu diesem Zeitpunkt selbst in die Turbulenzen des gesellschaftlichen Umbruchs geraten und sah sich in ihrer Existenz bedroht.

Nach den ersten freien Wahlen in der DDR am 18. März 1990 trafen zwei Journalisten der Zeitung O Jornal auf einen desillusionierten Alexandre Babo, dessen einzige Aufgabe nur noch darin bestand, die Deutschkurse mit den zwei Lektoren aus der DDR bis zum Ende des Jahres aufrechtzuerhalten. Mit dem Beitritt der Deutschen Demokratischen Republik zur Bundesrepublik Deutschland am 3. Oktober 1990 war das Ende Associação Portugal—RDA besiegelt.   

EPILOG
An einem Januartag des Jahres 1991 löschten Ingeburg und Hans-Georg Jank, die letzten von der DDR entsandten Lektoren der Associação Portugal—RDA, das Licht in der Casa Azul, stiegen in ihren kleinen Opel Corsa und fuhren zurück in das Land, das es eigentlich nicht mehr gab.

«Todo o mundo é composto de mudança
Tomando sempre, tomando sempre novas 
qualidades.»
José Mário Branco

* Eine Schwalbe macht noch keinen Sommer.
(2) Zur Einführung in das Thema Reforma Agrária empfehlen wir den Spielfilm Land im Sturm, den Roman Hoffnung im Alentejo von José Saramago und mit freundlicher Zustimmung des Senders RTP (661/21) den Dokumentarfilm vom August 1975: A Terra a quem a Trabalha – RTP Arquivos

DPG zwischen Tradition und Neuausrichtung

Zum Strategie-Workshop 2021 in Berlin    von Gabriele Baumgarten-Heinke

> Liebe Mitglieder, seit mehreren Wochen steht die Frage der zukünftigen Ausrichtung und der Ziele der DPG im Mittelpunkt vieler Gespräche mit Mitgliedern unserer Gesellschaft. Ausgangspunkt ist mein Bericht zur Mitgliederversammlung der DPG im Oktober 2020 in Berlin über die Mitgliederentwicklung der vergangenen Jahre. Einen ausführlichen Bericht über die Mitgliederversammlung können Sie im PORTUGAL REPORT 081 lesen. 

Lassen Sie mich noch einmal kurz zusammenfassen, wo wir zum jetzigen Zeitpunkt stehen: Die Gesellschaft hat eine beeindruckende Historie, eine bundesweite Verankerung und ein gutes nationales und in Portugal bestehendes Netzwerk. Darüber hinaus hat die DPG viele engagierte, ehrenamtlich tätige Mitglieder. Dennoch haben wir seit mehreren Jahren in der DPG mehr Aus- als Eintritte, die Gesamtmitgliederzahl sinkt also kontinuierlich. Eine Vielzahl der Austritte ist altersmäßig begründet. Eine Analyse der Altersstruktur ergibt, dass 50 Prozent der DPG Mitglieder über 60 Jahre alt sind, der Prozess wird also nicht aufzuhalten sein. Etliche der ehemaligen Mitglieder haben keinen Bezug mehr zu Portugal, andere sind ins Ausland verzogen. 

Die sinkende Mitgliederzahl hat selbstverständlich Auswirkungen auf die ­finanzielle Situation der DPG. Bei anhaltenden Austritten ohne Gegensteuerung müsste in wenigen Jahren die Frage der Wirtschaftlichkeit gestellt werden. Deshalb möchte ich an dieser Stelle die Gelegenheit nutzen und allen SpenderInnen danken, die die finanziellen Lücken kompensieren und es möglich machen, unsere Arbeit und die Veröffentlichung des PORTUGAL REPORTS fortzusetzen. 

Das Engagement in den einzelnen Landesverbänden und Stadtsektion ist sehr unterschiedlich, zum Teil leider auch inaktiv. Mehrere Landesverbände sind trotz Bemühungen immer noch ohne Vorsitz. Die DPG findet in der Presse nicht statt, der Auftritt auf Facebook unter https://www.facebook.com/Deutsch-­Portugiesische-Gesellschaft-eV-Bundesverband-952004018156736 findet zu wenig Beachtung. 

Nun könnte man die Behauptung aufstellen, Vereine sind in die Jahre gekommen, das seien die allgemeinen Probleme der Vereine im 21. Jahrhundert. Die vielfältigen Herausforderungen wie der demografische Wandel, ein rückläufiges Engagement im Ehrenamt, Finanzierungsprobleme und Nachwuchssorgen betreffen eine große Zahl der Vereine, sicher nicht nur die DPG und sicher nicht nur Vereine in Deutschland. Es kommt die Erfahrung aus der jetzigen Pandemie dazu, dass die Kommunikation zunehmend digital stattfindet. Bei der jüngeren Generation sind Treffs in Online-Plattformen ohnehin seit Jahren gängig, viele brauchen nicht die engeren, direkten Kontakte. 

Auf der anderen Seite spielen Vereine in Deutschland nach wie vor eine wichtige Rolle, denn Vereine prägen unsere Gesellschaft mit. Die Herausforderung im 21. Jahrhundert besteht darin, neue Konzepte für Vereine zu entwickeln um einerseits die Tradition weiterzuführen und andererseits eine neue Kultur des Ehrenamtes zu entwickeln. 

Die Zukunftsinstitut GmbH in Frankfurt am Main hat in einem Workbook die Frage diskutiert, was zu diesen neuen Herausforderungen gehört. Man spricht u. a.von neuen Community-Strukturen und meint damit offene Veranstaltungen, Interessenten die Möglichkeit der Teilnahme zu bieten und andere Vereine nicht als Konkurrenz zu sehen, sondern als Chance zur Zusammenarbeit. Ein zeitgemäßes Vereinsleben setzt nicht auf physische Präsenz, sondern modernisiert den Gedanken des Vereins, wobei Gemeinschaft und Zugehörigkeit auch zukünftig eine wichtige Rolle spielen. 

Wir sind DIGITAL auf einem guten Weg: Unsere Premiere war die Mitgliederversammlung 2020 und seit Dezember finden — organisiert durch das DPG-Team Berlin — einmal monatlich digitale DPG-Treffs mit verschiedenen Themen statt. Der Präsident, Michael W. Wirges informiert in diesem Heft über die letzten zwei DPG Zoom Meetings. (DPG-Team: Ricardo Schäfermeier, Martina Sophie Pankow, Michael W. Wirges, Gabriele Baumgarten-Heinke)

Aber lassen Sie uns, liebe Mitglieder, genau an dieser Stelle ansetzen, uns den Herausforderungen stellen und die Frage nach der Ausrichtung der DPG für die kommenden Jahren diskutieren. Nach der Mitgliederversammlung im Oktober 2020 sind bereits einige Vorschläge eingegangen und auch in den zurückgesandten Mitgliederbefragungen wird von mehren Mitgliedern der Wunsch zum Ausdruck gebracht, die Ausrichtung der DPG neu zu definieren. 

Das Präsidium hat in einem Zoom Meeting im Februar 2021 die Durchführung des 2. STRATEGIEWORKSHOPS für den 12. Juni 2021 in Berlin beschlossen. Der Strategieworkshop richtet sich an das Präsidium, die Vorsitzenden der Landesverbände und Stadtsektionen sowie sonstige Verantwortliche der DPG. 

Folgende Vorschläge und Ideen zur Ausrichtung der DPG wurden bisher eingereicht: Fragen des Außenauftritts, Zusammenarbeit mit Institutionen, Pressearbeit, Anleitung und Koordinierung der Arbeit der Vorsitzenden der Landesverbände und Stadtsektionen, Betreuung der Social Media-Kanäle, nachvollziehbare Aufgaben und Projekte. Es gibt auch Vorschläge, die DPG solle sich um die Fragen von Menschen kümmern, die nach Portugal oder von Portugal nach Deutschland umsiedeln wollen. Das sind Fragen, die uns schon jetzt oft erreichen, die aber nur in Zusammenarbeit mit Institutionen und Abteilungen der Botschaften beantwortet werden können. Wir bemühen uns, die richtigen Ansprechpartner dafür zu finden. 

Nehmen Sie Teil an der Neuausrichtung der DPG und senden Sie uns Ihre Vorschläge, Ideen und Wünsche — bitte BIS ZUM 10. JUNI per Mail an: office@dpg.berlin. Vielen Dank! 

Schreiben Sie uns auch, wo Sie sich als Mitglied der Gesellschaft sehen, welche konkrete Aufgaben Sie ggf. übernehmen möchten. Wir suchen nach wie vor einen Vorsitzenden für die Landesverbände Bayern und Sachsen. Voraussetzung ist eine bereits länger bestehende Mitgliedschaft in der DPG. Eine Anleitung zur ­Arbeit erfolgt über die DPG-Geschäftsstelle. Des Weiteren suchen wir Mitglieder für die Betreuung der Social Media-­Kanäle. 

Übrigens, Vorreiter der heutigen Vereine gibt es bereits im 17. und 18. Jahrhundert. Ihr Hauptziel war die Pflege von Bildung und Kultur, in den Lesegesellschaften diskutierte der Adel Tagesereignisse und Zeitprobleme. Ab dem 19. Jahrhundert spricht man von Vereinen. 

Mia Couto: Mein Körper ist jetzt die ganze Welt

Foto von Mia Couto

Zum »Imani-Zyklus« von Mia Couto    von Matthias Voß

»JEDEN MORGEN GINGEN ÜBER DER EBENE VON INHARRIME SIEBEN SONNEN AUF. DAMALS WAR DAS FIRMAMENT WESENTLICH GRÖSSER, ALLE GESTIRNE HATTEN DARIN PLATZ, DIE LEBENDEN UND DIE SCHON GESTORBENEN.«

Mit diesen Sätzen beginnt die Trilogie des mosambikanischen Schriftstellers Mia Couto, mit diesen Sätzen endet sie. Dazwischen liegen 80 Jahre mosambikanischer Geschichte. 

Im ersten Band, Imani, begegnen sich im Jahr 1896 zwei Menschen, wie sie aus unterschiedlicheren Kulturkreisen und Traditionen nicht stammen können: Die 15-jährige VaChopi Imani und der 23-jährige portugiesische Sargento Germano de Melo. Es geht um Liebe, aber es ist kein Liebesroman. Es geht um die koloniale Geschichte Mosambiks, aber es ist kein historischer Roman. Es geht um den legendären König von Gaza Ngungunyane, aber es ist keine Biografie. 

Die portugiesische Sprache führt die beiden Protagonisten zusammen. Da ist Imani Nsambe: »In meiner Muttersprache bedeutet Imani so viel wie ›Wer ist da?‹ «. Sie hat portugiesisch von einem Missionar gelernt und wird dadurch Mittlerin zwischen den Afrikanern und den Portugiesen, wird Dolmetscherin, Vertraute und Spionin zugleich. Ihre Gedanken ­widerspiegeln die ständige Auseinandersetzung zwischen traditionellen Vorstellungen und der Welt der weißen Männer. Germano, der strafversetzte Republikaner, verzweifelt auf einsamem Posten an der kolonialen Wirklichkeit. 

Mia Couto stellt diese beiden Sichtweisen in Briefen und Tagebuchaufzeichnungen teils fiktiver, teils realer Personen gegenüber, so dass der Leser die ­Unterschiede ebenso empfindet wie die behutsame Annäherung, das beginnende gegenseitige Verstehen. Couto erreicht damit eine hohe Authentizität, die sich aus umfangreichem Quellenstudium ebenso speist wie aus seiner Biografie. 

António Emílio Leite Mia Couto wurde 1955 in Beira als Sohn portugiesische Eltern in Mosambik geboren. Als 17-Jähriger fand er den Weg zur FRELIMO und wurde mit der Unabhängigkeit 1976 ­Direktor der Staatlichen Nachrichtenagentur Agência de Informação de Moçambique. Bis 1981 war er außerdem Chefredakteur der Tageszeitung Noticias und leitete bis 1985 das Wochenblatt Tempo. 1985 wandte sich Mia Couto vom Journalismus ab und begann in Maputo ein Biologie-Studium. Heute lehrt er dieses Fach als Universitätsprofessor. 

Cover des Buches »Asche und Sand«

Cover des Buches »Asche und Sand« · © Unionsverlag

Seine seit Mitte der 1980er Jahre erscheinenden Romane und Erzählungen spüren mit oft ungewöhnlichen Bildern der Seele der mosambikanischen Menschen nach. »Wir sind so vieles gleichzeitig. Ich bin ein Afrikaner, der aus Europa kommt. Ich bin ein Schriftsteller in einer Region, in der das Mündliche dominiert.«

Der sprachgewaltige Autor macht es uns nicht leicht. Immer wieder wird man verharren, den Gedanken nachspüren, und empfinden, wie sich hier Jahrhunderte alte Weisheiten vermitteln, wie jeder neue Anfang auch ein Abschied ist.  Erfahrungen, Wissen, Glauben von Generationen. So ist auch Imani keine einzelne Person an einem konkreten Ort. Als 95-Jährige auf ihr Leben zurückblickend, sagt sie: »Mein Körper ist die ganze Welt.« 

Die Herausforderung, die bildhafte afri­kanische Gedankenwelt dem deutschsprachigen Leser nahezubringen, hat Karin von Schweder-Schreiner gemeistert. Wer sich darüber erregt, dass der Sprachgebrauch des kolonialzeitlichen Rassismus auch in der deutschen Übersetzung verwendet wird, sollte verstehen, dass gerade dies die moralischen Positionen der Kolonialherren ungeschönt wiedergibt. Es wird zu einem versteckten Höhepunkt des Romans, als der portugiesische Kapitän António de Sousa die ausgestreckte Hand des afrikanischen ­Königs Ngungunyane annahm, die Hand eines Schwarzen. 

Cover des Buches »Imani« von Mia Couto

Cover des Buches »Imani« von Mia Couto

Im zweiten und dritten Band, vom Unionsverlag Zürich zusammengefasst unter dem Titel Asche und Sand, konzentriert sich die Handlung stärker auf die Geschehnisse um Ngungunyane. Die blutigen Auseinandersetzungen zwischen den afrikanischen Stämmen untereinander und mit den Portugiesen nehmen zu. Ihr eigener Vater bietet Imani dem König als Ehefrau an, mit einem besonderen Auftrag. Dadurch gerät sie in sein Gefolge und wird zur engen Vertrauten der Königin Dabondi, die mit den Flüssen sprechen kann. Germano gerät als unmittelbarer Akteur aus dem Blickfeld und wird über die Schwangerschaft von Imani reflektiert. 

Eine ganze Epoche wird aus dem Alltag der Menschen heraus erklärt und dadurch entzerrt: Die vorkoloniale Zeit war keine Idylle, Ngungunyane nicht der übermächtige Gegner, mit dessen Niederlage Portugal in der Auseinandersetzung vor allem bei den Engländern punkten wollte.

Der Autor bezieht weitere reale Persönlichkeiten der Zeit ein, wie Mouzinho de Albuquerque, Ayres de Ornelas und Zixaxa, der es gewagt hatte, Lourenço Marques anzugreifen. Das Geschehen führt über Lissabon und das Exil des gefangenen Ngungunyane und seiner Frauen auf den Azoren, wo der zum übermächtigen Gegner stilisierte König 1906 starb, bis zum Vorabend der Proklamation der Unabhängigkeit Mosambiks, und endet dort, wo alles begonnen hat, in Nkokolani.

Es wird viele Gründe geben, zu dieser Trilogie zu greifen. Als ich 1986 nach Mosambik kam, wusste ich etwas über die afrikanischen Länder aus der Erdkunde, über die Geschichte der kolonialen ­Eroberungen aus dem Geschichtsunterricht, über die Tierwelt von Zoo- und Zirkusbesuchen und über den Befreiungskampf der FRELIMO aus den Zeitungen, den Filmen von Ulrich Makosch und den Radioreportagen von Peter Spacek. Kaum etwas wusste ich von den Menschen. Einiges habe ich in persönlicher Zusammenarbeit und Freundschaft gelernt, vieles mehr und tiefer aus den ­Büchern von Mia Couto verstanden.

Sie sind sprachgewaltige Zeugnisse der Wurzeln und des Werden des mosambikanischen Volkes.

Weitere Informationen

Asche und Sand
544 Seiten, gebunden, Unionsverlag, 26€
ISBN 978-3-293-00569-3 · E-Book 19,99€

Imani
288 Seiten, broschiert, Unionsverlag, 13,95€
ISBN 978-3-293-20831-5 · E-Book 11,99€

Portugiesische Eisenbahn: Auf breiter Spur bergab

Foto vom Bahnhof in Pinhão am Douro

Was wird aus der portugiesischen Eisenbahn?    von Andreas Lausen

Portugal begann erst später als die meisten europäischen Nationen mit dem Bau seines Eisenbahnnetzes. Am 28. Oktober 1856 wurde die erste Verbindung von Lissabon-Santa Apolónia nach Carregado entlang des Tejo ein­geweiht. Mutig befuhr König Luís I. die 37 Kilometer lange Strecke mit dem ersten offiziellen Zug. 

Nach langem Streit um 7 Millimeter Unterschied hatten sich Portugal und Spanien auf eine Spurweite von 1,668 Metern (5 portugiesische Fuß) festgelegt. Die Staaten Mittel- und Westeuropas bestimmten die schmalere Spurweite von 1,435 Metern für ihre Netze. Züge der iberischen Nachbarn hatten damit keinen direkten Anschluss an das europäische Bahnnetz − bis heute ein erheblicher Wettbewerbsnachteil.

1863 wurde bei Elvas der erste Grenz­über­gang nach Spanien fertiggestellt. 1864 waren Porto und Lissabon mit der Eisenbahn verbunden. 1887 folgte die zweite internationale Verbindung mit der Strecke von Porto nach Salamanca. Auf dieser Bahn wurde bis etwa 1965 auch der Portwein aus dem Douro-Tal transportiert. 1889 wurden Lissabon und Faro verbunden. Viele Stichbahnen im Alentejo und im Norden folgten. 

Außerhalb der Hauptlinien war die Bahn schon damals recht langsam unterwegs. Die Bahn längs des Flusses Tua brauchte vom Douro bis Bragança für 137 Kilometer fast vier Stunden. Immerhin wurden 37 Bahnhöfe bedient. Obwohl noch einige Gleis-Kilometer vorhanden sind und die Politik die Wiedereröffnung zugesagt hat, ist inzwischen ein großer Teil mit Tunneln und Brücken im neuen Tua-Stausee versunken.

1952 erreichte das portugiesische Eisenbahnnetz mit 3.627 Kilometern seine größte Ausdehnung. Dabei blieb es bis 1987, als die erste größere Stilllegung mit der Stecke Èvora-Mora geschah. 1990 wurden sogar acht Strecken stillgelegt und 1988 die erste Verbindung nach Spanien geschlossen (Douro-Strecke von Poçinho nach Salamanca).

Heute sind noch 2.500 Kilometer in Betrieb und drei von einstmals sechs Grenz­übergängen. Der Rückgang scheint nicht dramatisch. Anteilsmäßig schrumpfte das Eisenbahnnetz in Deutschland deutlich stärker. Aber während die Deutsche Bahn auch auf Nebenstrecken einen Stundentakt fährt, werden viele Strecken in Portugal nur noch drei oder viermal pro Tag befahren. Selbst die Strecke von Lissabon in die Alentejo-Metropole Èvora wird nur sieben Mal pro Tag bedient.

Häufig sieht man vom Zug aus Ruinen von Bahnhöfen, Schrottlokomotiven oder zerfledderte Wagen. Der früher wichtige Bahnhof von Barreiro gegenüber von Lissabon zerfällt. Nebenan rosten die Trümmer des alten Schnellzugs Foguete (Rakete), der 1953 bis 1970 die Strecke Lissabon—Porto befuhr und für Geschwindigkeit und Komfort berühmt war. 

Foto vom Bahnhof Oriente in Lissabon

Der modernistische Bahnhof Oriente in Lissabon · Foto: © Andreas Lausen

Bleibt zu hoffen, dass zumindest die verbliebenen Strecken erhalten bleiben. Aber auch das scheint fraglich. So wird ernsthaft überlegt, die wunderschöne Strecke am Douro durch das Weltkultur­erbe Portwein-Gebiet zu kürzen. Dagegen setzen sich die Menschen in den Dörfern und kleinen Städten massiv zur Wehr und fordern sogar die Wiederöffnung der 1988 aufgegebenen Strecke ins spanische Salamanca. 

Das letzte größere Ausbau-Vorhaben war die Schienenverlegung im Unter­geschoss der Ponte 25 de Abril im Jahre 1998, mit dem die Verbindung in den ­Süden Portugals schneller geworden ist. Im April 2021 weihte Premierminister Antó­nio Costa die runderneuerte Strecke nach Valença do Minho ein. Einige Baumaßnahmen laufen zur Zeit an der Westbahn, die vom Rossio-Bahnhof aus über Óbidos und Leiria nach Coimbra führt. Hier sollen auch die besonders sehenswerten Stationen modernisiert werden. Auch aus dem großen Corona-Hilfsprogramm der EU will Portugal Geld für die Bahn abzweigen. Neue Strecken sind aber nicht geplant. Trotz aller Tristesse auf Portugals Schienen gibt es Zeichen für Optimismus! 

Am 4. Mai 2021 wurde die 46 Kilometer lange Strecke von Guarda nach Covilhã wiedereröffnet, die zwölf Jahre lang ­außer Betrieb war. Mit sechs Zügen ­täglich in jeder Richtung wird damit die ganze Region im portugiesischen Outback wieder an das Schienennetz an­geschlossen.

Wer die schönsten Abschnitte befährt, sich an den mit Blumen und Azulejos geschmückten Bahnhöfen erfreut, sollte dies Abenteuer genießen − wer weiß, wie lange die Bahn noch fährt!

 

1972: PER BAHN NACH PORTUGAL

Schon als Schüler faszinierte mich Portugal. So fasste ich den Entschluss, zwischen Abitur und Studium eine Reise in ­dieses damals recht unbekannte Land am Rande Europas zu unternehmen. 

Einfach war mein Vorhaben nicht. Nur von Frankfurt aus gab es eine Flugverbindung. Aber die war außerhalb meiner finanziellen Möglichkeiten. Also per Bahn in 50 Stunden! Passgenau hatten einige Bahnen 1972 den Interrail-Pass eingeführt, dem sich auch die portugiesische CP angeschlossen hatte. Also bestieg ich erwartungsvoll den Zug von Hamburg nach Köln. 

Dort war Umsteigen angesagt in den Nachtzug nach Paris. Am nächsten Morgen langte ich müde am Gare du Nord an. Zum Glück hatte ich im Zug eine Gruppe Portugiesen aus Köln kennengelernt. Die waren auch auf dem Weg nach Portugal und hatten in Paris einen Landsmann aufgetan, der sie mit einem Kleinbus zum Gare de Austerlitz am anderen Ende der Stadt brachte. Mich nahmen sie mit. Sonst hätte ich den Weg quer durch Paris in knapp zwei Stunden bestimmt nicht geschafft!

An der spanischen Grenze musste wegen der breiteren iberischen Spur wieder umgestiegen werden. Mit einem gleichaltrigen Schweden okkupierte ich ein Abteil, in dem wir uns breit machen konnten und einigermaßen bequem die Fahrt durch die nächtliche spanische Meseta überstanden. 

Als der nächste Morgen dämmerte, fuhr der Zug in den spanischen Grenzbahnhof Fuentes de Oñoro ein. Der Bahnsteig war voll von spanischen Grenzpolizisten und Zöllnern, die in Vierergruppen die Waggons enterten. Nach zwei Kontrollen setzte sich der fast ganz von Portugiesen besetzte Zug schließlich in Bewegung. 

Inzwischen gingen überall die Fenster auf. Alle Passagiere waren wach geworden. Im Schritttempo rollte die Bahn durch eine Felsschlucht. Da! In der Felswand tauchte das Schild «PORTUGAL» auf, kurz darauf das portugiesische Wappen. Im Waggon ertönte ein Akkordeon, und durch alle Abteile lief das Lied «Herois do mar», Portugals Nationalhymne. Bei den letzten Takten «contra os canhões, marchar, marchar» dröhnte der ganze Zug. Der portugiesische Grenzbahnhof Vilar Formoso ähnelt einem kleinen Palast, und ich fühlte mich ein wenig wie Jaçinto in J.M. Eça de Queiroz’ Roman «A Cidade e as Serras»: »Das also ist Portugal! Cheira bem!« 

Telegraphie: Von Emden über Horta nach New York

Foto von Horta, Faial (Azoren)

Deutsch-Atlantische Telegraphengesellschaft (DAT): Spurensuche auf Faial (Azoren)    von Ingolf Wernicke

> Für etwa 1000 Reichsmark musste man sich einen Smoking, Anzüge, Krawatten und Socken als Arbeitskleidung kaufen, aber die Kosten übernahm die Deutsch-Atlantische Telegraphengesellschaft (DAT), eine Tochtergesellschaft der Deutschen Reichspost. »Eingekleidet wie die Lords« repräsentierten die deutschen Telegrafisten in der einstigen Kabelmetropole Horta, der Hauptstadt der Insel Faial, ihr Heimatland. 

Johannes Weerts (1909−2006) gehörte zu einer Gruppe von Privilegierten. Als einer von sieben Absolventen der DAT-­Telegrafenschule im ostfriesischen Emden hatte er die Technik der Fernkommunikation erlernt und im Jahre 1927 als 17-Jähriger die Azoren-Insel mit einem Passagierdampfer aus Lissabon erreicht. Hier arbeitete er mit Engländern und Amerikanern im internationalen Telegrafenamt, dem Trinity House, zusammen. In Horta wurden seit 1900 über ein Seekabel, das teilweise bis zu 4000 Meter unter dem Meeresspiegel von Emden aus hierher verlegt worden war, eingehende Telegramme aus Deutschland aufgenommen und an die amerikanischen Kollegen im Haus weitergeleitet. Über eine sog. Recorder-Taste verschickten dann die Amerikaner die Nachrichten über ihr eigenes, von Horta nach New York führendes Seekabel weiter. Die Dämpfung durch den Widerstand der Seekabel war so groß, dass die zu damaliger Zeit gesendeten Signale noch nicht direkt die Strecke von Deutschland in die USA überwinden konnten. Durch die Automatisierung der Telegraphie wurden die Telegrafisten zu Technikern umgeschult und hatten in den 1930er Jahren die Telegrafenapparate zu überwachen sowie Störungen und Fehler im Seekabel bei der Übertragung zu ermitteln.

Gert Flemming blieb bis zum Beginn des Zweiten Weltkrieges für 13 Jahre in Horta und lebte in der deutschen Kabelkolonie. In dem sog. Jünglingsheim, dem Hauptgebäude der Colónia Alemã, befand sich ein Speisesaal mit einer Veranda für alle deutschen Angestellten, wo auch Feste mit ausländischen Kollegen und den Honoratioren der Stadt gefeiert wurden. Neben der Arbeit konnte man in der Deutschen Kolonie auf einem firmen­eigenen Platz Tennis spielen, es gab ein Ping-Pong-Zimmer, einen Billardraum, Turngeräte sowie eine große Bibliothek.

Nach der Zerschneidung des Trans­atlantikkabels während des Ersten Weltkrieges durch die Engländer im Ärmelkanal kam die Telegraphie zum Erliegen. Erst in der Mitte der 1920er Jahre entwickelte sich Horta zu einem Schnittpunkt der internationalen Fernkommunikation − mit insgesamt 15 Seekabeln, die Europa mit Nord- und Südamerika sowie Großbritannien mit den USA und Südafrika verbanden. 

1939 wurde mit dem Beginn des II. Weltkrieges das deutsche Kabel bei Dover abermals von den Engländern zerschnitten und später von den Amerikanern genutzt, die ihr militärisches Hauptquartier in Heidelberg über Cherbourg (Normandie) und Faial mit New York verbanden. 1960 wurde die Kabelverbindung an Deutschland zurückgegeben, aber nur noch für zwei Jahre betrieben. 1969 zog sich die britische Cable & Wireless als letzte Kabelgesellschaft von ­Horta auf Faial zurück.

Wer heute die Insel Faial auf den Azoren besucht, trifft nicht nur auf sehr gastfreundliche Einheimische, sondern auch auf sehr unterschiedliche Menschen. Es sind zum einen die Gruppe der Urlauber und Touristen, die die Sehenswürdigkeiten der 21 km langen und 14 km breiten, sehr grünen mit vielen Blumen bestückten Insel aufsuchen. Viele unternehmen Wandertouren quer über die Insel oder um die große Caldeira im Innern der Insel, einem Einsturzkrater eines großen Vulkans mit einem Steilhang von 400 Metern und einem Durchmesser von circa zwei Kilometern. Man findet im Nordosten der Insel noch Spuren des schweren Erdbebens von 1998 wie z. B. die Ruine des Leuchtturms Farol da Ribeirinha u. a.. Eine der Hauptattraktionen ist die einer Mondlandschaft gleichende Staub- und Steinwüste des 1957/58 ausgebrochenen Vulkans Capelinhos im Westen der Insel. Man kann aber auch an einigen wenigen Stränden baden, wie in der Hauptstadt Horta an der Baia do Porto Pim oder an der Praia do Almoxarife. Viele nutzen auch die Angebote von kleinen Bootstouren zum sog. Whale Watching oder der Beobachtung von Delphinen. 

Der zweiten Gruppe von BesucherInnen der Azoren-Insel begegnet man hauptsächlich im Sommer: Es sind insbesondere SeglerInnen oder Segelcrews, die den Atlantik überqueren und im Hafen von Horta einen Zwischenstopp einlegen, um Proviant einzukaufen oder Reparaturarbeiten an ihren Schiffen durchzuführen. Im gesamten Hafenbereich haben sich die Besatzungen der Boote an den Kaimauern, auf Treppen und auf dem Fußboden mit bunten Graffiti verewigt − oft in den Nationalfarben ihrer Herkunftsländer. Ein Seglertreff, wo auch Briefe und Päckchen gelagert werden und Geld getauscht werden kann, ist das Peter Café Sport an der Uferstraße von Horta. Diese seit 1918 existierende Seefahrerkneipe, in der einst auch die Walfänger verkehrten, ist mit Holz vertäfelt und mit zahlreichen Schiffsutensilien, Fahnen und Wimpeln von Segelbooten aus aller Welt dekoriert. Hier kann man gut essen oder auch abends bei einem Gin Live-Musik hören.

Wenn man Faial im August während der Semana do Mar besucht, dann trifft man in Horta auf die dritte große Be­sucherInnengruppe, die AzorerInnen und ihre Nachfahren, die in die USA, nach Kanada und anderswo ausgewandert sind. Sie besuchen ihre alte Heimat und noch hier lebende Verwandte und Bekannte. 

Während der Semana do Mar, zu der auch eine Regatta veranstaltet wird, verwandelt sich die Uferstraße von Horta in eine Zeltstadt mit Küchen, Bars, Büffets, Tischen und Bänken, wo sich größere Restaurants aus verschiedenen Regionen Portugals, den Azoren und Madeira mit ihren typischen Speisen und Getränken präsentieren. Auf verschiedenen Bühnen wird Folklore, aber auch Musik von bekannten portugiesischen Bands dargeboten. An zahlreichen kleinen Ständen, kann man auch hausgemachte Spezialitäten wie Polvo guisado, Linguiça oder Molha de carne probieren. Hier kann man als Fremde/r auch oft zu einem kleinen Imbiss mit einem Becher Wein einge­laden werden. 

Bis heute haben sich in Horta noch Spuren der Deutsch-Atlantischen-Telegrafengesellschaft erhalten. So befindet sich oberhalb der Altstadt die Colónia Alemã, die einstige deutsche Siedlung mit typischen Landhäusern mit Veranden, wo sich die Wohn- und Verwaltungsgebäude der DAT befanden. In der Nähe des Stadtstrandes von Porto Pim an der ­Atlantikseite gibt es noch zwei kleinere Gebäude, wo einst das deutsche Kabel mit dem amerikanischen Kabel verbunden worden war. Es existiert noch das ehemalige Gebäude des Trinitiy House, und man findet auf dem Cemitério do Carmo, dem Hauptfriedhof von Horta, sogar eine Grabstelle eines deutschen Angestellten der DAT, der in Horta verstorben ist.

Von Faial lohnt ein Ausflug mit der Kanalfähre nach Madalena auf die Insel Pico mit dem höchsten, die gesamte Insel dominierenden, gleichnamigen Berg Portugals. Einen Auf- und Abstieg von fünf bis acht Stunden zum 2351 Meter hohen Gipfel des Vulkans kann man auf einem sehr steilen Wanderweg von der Ausgangsstation, der Casa da Montanha, in 1.200 Meter Höhe machen. Die Insel selbst bietet viel Natur an den Berghängen, Rinderweiden, im Innern viele mit Wasser gefüllte, kreisförmige Kraterseen sowie eine Region mit Weinanbau, die heute zum UNESCO-Weltkulturerbe zählt.

Neben Madalena mit ca. 2.600 Einwohnern gibt es als vergleichbare Siedlungen noch Lajes do Pico und São Roque do Pico an den Küsten der Insel. In beiden Orten dominierte bis 1983 der Walfang und es existierten dort Fabriken, die heute sehenswerte Museen geworden sind. In Rekordjahren wurden einst auf den Azoren bis zu 20.000 Pottwale pro Jahr erlegt. 

Als ein nicht zu unterschätzendes Highlight der Insel wäre noch zu erwähnen, dass man bei schönem wolkenfreien Himmel vom Berg Pico eine traumhafte Aussicht auf die Insel Faial mit ihren weißen Häusern von Horta, aber auch auf weitere Inseln der Zentralgruppe der Azoren hat. Ebenso erhält man von einigen Punkten der nördlichen Küstenstraße einen unvergesslichen Ausblick auf die 20 Kilometer entfernte Nachbarinsel São Jorge, die mit einer Länge von ­56 Kilometern mit ihren senkrechten Abbruchkanten als riesiger Gebirgskamm aus dem Meer ragt.

Schmugglerroute in der Serra de São Mamede

Foto der Serra de São Mamede in Portugal

Zeitgeschichtliche Spurensuche mitten in der Wildnis    von Catrin George Ponciano

> In den abgelegenen Bergdörfern der Serra de São Mamede war das Leben von jeher beschwerlich. In dem Kalksteingebirgszug, der sich an drei Stellen bis auf eintausend Meter hoch auffaltet, zerklüftet von engen tiefen Taleinschnitten, durch die Gebirgsbäche plätschern, rangen die Bergbauern dem kargen Boden ab, was sie zum Leben brauchten. 

Begünstigt durch das ganzjährig relativ milde Klima, ähnelt die Flora in den Bergen der in Mittelmeer-Regionen, was zu dicht gewachsenen Eichenwäldern geführt hat. Ausladende Kork­eichen, Kermeseichen und Steineichen sorgen in der Grenzregion zum benachbarten Spanien für Schatten, für Nahrung für Rotwild und Wildschweinrotten, aber noch mehr für Arbeit und Einkommen der ansässigen Bevölkerung in der Holz- und Korkwirtschaft. Auch die Kastanie und die Esskastanie fühlen sich in den Gefilden des Grenzgebirges wohl und bescheren der endogenen Wirtschaftsstruktur mit ihrem Holz und ihren Früchten eine solide Basis für Handwerk und Kunst. 

Von Portalegre losfahrend erreicht man über kurvige Landstraßen Marvão. Ein mittelalterliches Burgdorf auf einem Gipfel gelegen, dessen Feste scheinbar direkt aus dem Felsmassiv gewachsen ist. Dort lässt sich gut durch die steilen Gassen flanieren, kulinarisch genüsslich speisen und lokales Kunsthandwerk wie das der Kastanienstickerinnen und der Kastanienholz-Flechter bewundern.

Ende Juli verwandelt sich der einem Greifvogel-Horst ähnelnde mittelalterlich charmante Ort in eine Konzertbühne, sobald international bekannte KlassikmusikerInnen und Orchester sich in der Gegend rund um Portalegre zum Festival Internacional de Música de Marvão versammeln und Open Air Klassikkonzerte geben. Ein absoluter Geheimtipp für MusikliebhaberInnen! Möge es so bleiben, damit man das unvergleichliche Flair unter abendlichen Alentejo-Himmel zusammen mit der Musik alter und neuer Meister entspannt verinnerlichen kann.

Neben Marvão laden aber noch etliche weitere Orte der Umgebung im Landkreis von Portalegre zum Erkunden ein. Besonders empfehlenswert ist Castelo de Vide mit seinem jüdischen Viertel und der gut erhaltenen Synagoge sowie dem bald eröffnenden Interpretationszentrum über das lokale und nationale jüdische Kulturerbe.

Bisher weniger bekannt hingegen ist das Naturschutzgebiet Parque Natural da Serra de São Mamede als El Dorado für Wanderfreunde. In Portalegre, Castelo de Vide und Marvão existieren siebzehn Rundwanderwege, die Natur und Kultur miteinander vereinen sowie mehrere Anschlüsse an große Hauptrouten.

Eine Rundwanderroute daraus führt die WanderIn sechs Kilometer lang zurück in ein dunkles Kapitel der jüngsten Geschichte Portugals in Nachbarschaft zu Spanien, in die Zeit des Spanischen Bürgerkrieges. Auf beiden Seiten der Grenze herrschten Diktaturen, das Überqueren der Grenze konnte das Leben kosten. Die Lebensumstände der ansässigen Bauern — sowieso schon beschwerlich genug − wurden zusätzlich vom Terror der Grenzpolizei überschattet, von Hunger und Arbeitslosigkeit. Wer nicht in die Städte abwanderte, musste sich irgendwie anders behelfen, um zu überleben. Das Schmugglergewerbe half deswegen etlichen Familien, ihr Überleben zu sichern, obwohl es in der weit verzweigten Berglandschaft zwischen den Dörfern Galegos, Monte de Baixo und Pitaranha an der portugiesisch-spanischen Grenze jederzeit möglich war, auf eine Patrouille zu stoßen. Dennoch nahmen Schmugg­lerinnen das Risiko in Kauf und schmuggelten ein damals hoch begehrtes Gut: Kaffeebohnen.  

Schmugglerpfad in der Serra de São Mamede (Illustration)

Schmugglerpfad in der Serra de São Mamede · © Illustration: Andreas Lahn

Schmugglerpfad in der Serra de São Mamede

Schmugglerpfad in der Serra de São Mamede · © Illustration: Andreas Lahn

Auf dem PR4 MRV folgt man den Spuren dieser tollkühnen Frauen und Männer, die mitten in der Nacht aufbrachen und mit einem Sack Kaffeebohnen auf dem Rücken den Weg durch die Dunkelheit zum Treffpunkt im Gebirge antraten.  Während der Militärdiktatur Francos in Spanien war nämlich die Ausfuhr von Kaffeebohnen aus Portugal verboten. Schwarzhandel mit Kaffee wurde mit Gefängnisstrafen geahndet. Trotzdem wollten die Spanier nicht auf ihren café-solo, das Pendant zur portugiesischen bica, verzichten. Und genau das machten sich die portugiesischen Contrabandistas zunutze. Sie wussten ganz genau, wie sie die Grenzpolizei austricksen konnten und wie man den Patrouillen entwischte. So entstand im Schutz dicht gewachsener Wälder in der Serra de São Mamede, deren Täler und Schluchten niemand besser kannte als die Einheimischen, zwischen den Dorfflecken Aldeia de Galegos in Portugal und La Fontañera in Spanien ein Schmugglerpfad, den bloß ganz wenige Eingeweihte kannten: Der KaffeeSchmugglerpfad Contrabando do Café. 

Mit sechzig Kilogramm Kaffeebohnen, zwanzig Kilogramm geschultert, brachen die SchmugglerInnen auf zum Treffpunkt mitten in der Wildnis. An dem mit der Ziffer Eins markierten Ort auf der Wanderkarte tauschten SchmugglerInnen am Ponto da Espera mit ihren spa­nischen KollegInnen dann die Kaffeebohnen gegen Stoffbahnen Bombazin-­Wollseide, die die portugiesischen SchmugglerInnen wiederum auf dem portugiesischen Schwarzmarkt mit sattem Gewinn verkaufen konnten und mit dem Erlös ihre Familien ernähren. 

Auf der Schmugglerroute von einst, markiert als PR4MRV mit Start und Ziel an der Sebastião-Kirche in Galegos, folgt man der einstigen Fährte der Contrabandistas quer durch die Serra de São Mamede durch die drei genannten Dörfer, wandelt über ein Stück mittelalterliches Pflaster, und eine antike Brücke bei ­Pomar Velho, erlebt die üppig diverse mediterrane Flora der Serra und genießt unterwegs den einmaligen Ausblick auf das Burgdorf Marvão. 

Nach der Rückkehr sollten Sie unbedingt in der Olivenmühle Lagar Museu Azeite Castelo de Marvão Halt machen und das köstliche Olivenöl probieren.

START UND ZIEL: Igreja de São Sebastião dos Galegos, Aldeia de Galegos, 7330-065 Marvão Wanderkarte zum Herunterladen: 
https://www.ccdr-a.gov.pt/alentejoape/upload/143_folheto_folheto-pr4-mrv-web.pdf

INFO: Mehr ausgefallen lohnenswerte Orte im Alentejo, die man besuchen sollte, finden Sie in meinem am 26. August im Emons Verlag erscheinenden Reisebuch: »111 Orte im Alentejo die man gesehen haben muss« – mit 111 Farbfotografien, Landkarte mit Referenzpunkten, Wegbeschreibung sowie jede Menge Tipps für zusätzlichen Erlebniswert in der unmittelbaren Umgebung jedes einzelnen Ortes.